Sobre mudanças(?)

(Livres para ser o que queremos ser)

Eu sou um ser em constante mudança e evolução. E que vive intensamente, e quando não consegue ainda sim deseja vivê-lo. Sinto que a vida é preciosa demais para não aproveitá-la em todas as suas faces, sejam elas “positivas” ou “negativas”. Tudo faz parte. Só não vale o morno, o meio termo, o tanto faz, de qualquer jeito. Sinta tudo, viva tudo, expresse tudo. Não deixe o tempo passar em branco.

Eu sou uma buscadora. Quero experimentar, sentir na pele, descobrir as minhas reações e gostos ao invés de imaginar como seria através de opiniões e visões vindas de fora. Acredito que nada ultrapassa o gosto da sua própria experiência.

Pra isso, é preciso intensidade. Ir a fundo no que se faz, a cada momento, em cada fase. E quando se sente que não há mais uma real vontade e propósito de estar ali e quando seu coração grita que é hora de se mover para uma nova e talvez desconhecida fase, é preciso escutar e seguir.

A vida é movimento e como já disseram muitos, só o que está morto não muda. E eu mudo bastante, mas ao mesmo tempo sinto que cada vez sou mais eu mesma. Acho que o processo de mudança é nada mais do que uma desconstrução de tudo aquilo que você não é de verdade.

Já fui desde a hippie porra-louca que vira mil noites em bar até a aquela que troca qualquer viagem psicodélica por um retiro de silêncio. Já fui de carnívora a vegana e depois carnívora feliz de novo. Já fui de comer junk-food e agora sou toda natureba. Já fui de beber e fumar quase todo dia a não usar mais nenhum tipo de droga. De super consumista a mochileira que só tem o que carrega nas costas. De rir de quem fazia trabalho voluntário a ensinar cursos de meditação em favelas e bairros através de uma Ong. De ateísta convicta a seguidora de um Guru na India e depois a discipula do meu próprio coração e intuição. De sedentária a super ativa. De botar a banca de que nunca ia querer dirigir na vida a tirar a carteira, alugar um carro e ser feliz demais descendo a highway 1. De odiar os EUA pelos motivos óbvios políticos e jurar nunca pisar lá a fazer um dos meus melhores mochilões em terras californianas e me apaixonar por aquilo tudo.

Em cada fase aprendi horrores. Mas precisei sentir por mim. Não porque alguém me falou que aquilo era certo ou melhor, eu precisava saber se em meu corpo e emoções aquilo também fazia aquele sentido.

E se em algum momento aquilo não tivesse mais lógica ou me trouxesse algum benefício, já sentia que a hora de mudar de novo está próxima. E que em cada mudança eu aprendia e crescia mais, descobria muito sobre mim, sobre as pessoas, sobre como o mundo funciona.

Eu descobri que não preciso ser sempre a mesma e que não tenho a menor obrigação de fazer sentido pra ninguém, e me permito livremente mudar de opinião, gosto, ideologia e filosofia quando eu bem sentir essa verdade dentro de mim.  Somos livres!  E isso vale tudo.

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